Nutrição e atividade física têm uma importante relação. Através de uma nutrição adequada com ingestão equilibrada de todos os nutrientes pode-se contribuir para redução da incidência de fatores de risco à saúde, tais como: aumento de peso corporal e quantidade de gordura, elevadas taxas de colesterol, hipertensão, diminuição das funções cardiovasculares, estresse entre outros, que vêm aumentando a cada dia. Além disso, a combinação nutrição e exercício físico podem melhorar a capacidade de rendimento do organismo, reduzir a fadiga, permitindo que o atleta ou praticante de exercícios treine durante mais tempo ou que se recupere melhor entre os treinos.
As evidências científicas atuais incentivam a prática de exercícios físicos e a adoção de uma alimentação equilibrada, que forneça os nutrientes necessários à manutenção, restauração e crescimento dos tecidos corporais. A dieta para um esportista e praticante de exercícios é semelhante em qualidade a de um adulto saudável podendo variar principalmente na quantidade de energia e de líquidos. E vai depender também do tipo e duração do exercício, do tempo de recuperação, da preferência dietética entre outros fatores, o que é fundamental, podendo interferir até mesmo no resultado de uma competição atlética, na qual a nutrição pode fazer a diferença entre ganhar e perder massa muscular. Como diversos nutrientes alimentares fornecem energia e regulam os processos fisiológicos relacionados ao exercício, seria tentador associar as modificações dietéticas ao aprimoramento do desempenho atlético.

Dentre os nutrientes, é de longa data e amplamente reconhecida a importância do carboidrato como combustível energético para o trabalho muscular durante o exercício prolongado realizado sob intensidade moderada e em exercícios de alta intensidade e curta duração. Uma das principais vantagens da ingestão de carboidratos é a manutenção da glicose no sangue, possibilitando diminuir a perda muscular aumento do mesmo. Para um melhor desempenho antes do treino de musculação, a refeição ou lanche, deve ser relativamente baixo em gorduras e fibras, e o consumo de alimentos ricos em proteína também deveria ser evitado para facilitar o esvaziamento gástrico e minimizar o estresse gastrointestinal. Ser relativamente alto em carboidratos para maximizar a manutenção da glicose sanguínea, e aumentar as reservas de glicogênio, tanto muscular como hepático. Um dos fatores que não pode ser desprezado é o tempo que antecede o exercício. Existem evidências que a ingestão de carboidratos imediatamente antes e durante o treinamento intenso é benéfico para o desempenho, independente dos efeitos nos estoques de glicogênio muscular. Durante o exercício, o objetivo primordial dos nutrientes consumidos é repor os líquidos perdidos e providenciar carboidratos para a manutenção das concentrações de glicose. Esse tipo de nutrição é especialmente importante para atividades superiores à uma hora, ou quando o atleta não ingere líquidos e nutrientes adequados antes do treino, ou em ambientes desfavoráveis. Depois do treino o principal objetivo da dieta é providenciar energia e carboidratos necessários para a reposição do glicogênio muscular e assegurar uma rápida recuperação. Ainda, após o treino de hipertrofia, que há maior favorecimento de aumento de massa muscular se combinada a ingestão de carboidratos com proteínas, reduzindo inclusive a degradação proteica. Sugere-se que o consumo de carboidrato antes, durante e após a sessão de treinamento de força e que a combinação carboidratos e proteínas logo após a sessão possam melhorar o desempenho e aumentar o desenvolvimento de força e volume muscular. Sendo assim o objetivo da dietoterapia é focar na combinação de nutrientes específicos para melhorar o desempenho e ganho de massa muscular.

Referências:

1-American College of Sports Medicine. Position of Dietitians of Canada, the American Dietetic Association, and the American College of Sports Medicine: Nutrition and Athletic Performance. Canadian Journal of Dietetic Practice and Research. Winter. 2000. Vol. 61. Num. 4. p.176-192. 

2-Araujo, L. R.; Andreolo, J.; Silva, M. S. Utilização de suplemento alimentar e anabolizante por praticantes de musculação nas academias de Goiânia-GO. Brasília. 2002. Revista Brasileira Ciência e Movimento. Vol. 10. Num. 1. P. 13-18. 

3-Burk, L. M.; Cox, G. R; Culmmings, N. K.; Desbrow, B. Guidelines for daily carbohydrate intake: do athletes achieve them? 2001. Sports Medicine. Vol. 31. Num. 4. p. 267-279. 
4-Caparros, D. R.; Stulbach, T. E.; Nunes, D. C.; Del Dotorre, C. P.; Rodrigues, V. C. J.; Barros, A. Z. Ingestão protéica de praticantes de musculação de uma academia do município de Santo André. Buenos Aires. 2009. Revista Digital. Ano. 14. Num. 132. 

5-Coelho, C.F.; Sakzenian, V. M.; Burini, R. C. Ingestão de carboidratos e desempenho físico. Revista Nutrição em Pauta. 2004. Vol. 4. Num. 67. p. 51-56

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