Como anda a sua rotina? Você tem tempo para tudo ou gostaria que o dia tivesse algumas horas a mais? Vivemos em um mundo em que parece ser impossível fazer tudo o que precisamos.
Quando foi a última vez que você comeu em frente ao computador, pois precisava terminar uma tarefa importante? Ou almoçou aquele junk food porque, do contrário, iria se atrasar para uma reunião? Passou o dia cortando horas de tudo não relacionado ao trabalho e ainda desejou que o dia tivesse umas horinhas a mais?
Se você fez (ou faz) qualquer uma dessas coisas no seu dia a dia, com certeza já vem sentindo os efeitos negativos desse comportamento em seu corpo. Se a alimentação sofre, o corpo sofre junto e, com isso, a cada semana vem um novo resfriado, a cada dia uma nova dor de cabeça e a exaustão física e mental se tornam sua companheira fiel, que não te abandonam por nada.
Infelizmente (ou felizmente) o ser humano não foi feito para levar a rotina da forma como ela é hoje. Nosso corpo não foi programado para passar o dia sentado, levando uma vida sedentária, comendo alimentos processados (se é que podemos chamá-los de alimentos), e a prova disso é o reflexo desses hábitos no corpo e na saúde. Mas ainda há solução. Continue lendo e descubra como adotar uma alimentação saudável, mesmo sem tempo!
Ainda não está convencido? Olhe-se no espelho
Quando você se olha no espelho, o que vê? Olheiras, rosto cansado e pele descuidada? Tenha em mente que o seu corpo é por fora a imagem de seu estado interior, ou seja, o que você vê é basicamente um reflexo do que está por dentro. Ironicamente, uma alimentação desequilibrada facilmente te levará a um quadro de desnutrição moderada e sobrepeso. A consequência disso? Fadiga mental, falta de foco, estresse, depressão, cansaço extremo. Algum desses sintomas lhe é familiar?
Alimentação saudável x rotina
Com o passar do tempo, a sensação que temos é de que os dias têm ficado cada vez mais curtos e, de fato, eles estão. Apesar de o dia continuar com 24 horas, as responsabilidades diárias têm se acumulado de forma que não sobra tempo para mais nada, e quando precisamos encontrar mais tempo para o trabalho, a primeira que sofre é a alimentação.
O problema desse trade off é que, no fundo, você estará se sabotando no médio e longo prazo.
Uma alimentação ruim pode ser dividida em 2 pilares básicos, não comer o suficiente e comer mal. As duas situações vão te afetar praticamente da mesma maneira, mas com algumas pequenas diferenças.
1. Não comer o suficiente
Aqui estamos assumindo que você consegue manter uma alimentação saudável, porém pela falta de tempo você não consegue atingir as necessidades de nutrientes diária para manutenção de sua saúde.
Quando nossas necessidades de macronutrientes (carboidratos, proteínas e gorduras) não são atingidas, os efeitos percebidos são físicos e mentais.
Dentre os efeitos físicos temos: peso abaixo do desejado, musculatura fraca ou não desenvolvida, cansaço, fadiga, fraqueza, intestino preso (falta de fibras) entre outros… Já os efeitos mentais são fadiga, a falta de foco, névoa mental, estresse, mudanças de humor repentinas e tristeza.
Por outro lado, quando nossas necessidades de micronutrientes (vitaminas e minerais) não são alcançadas, os efeitos — apesar de mais difíceis de serem percebidos — são tão “destrutivos” quanto os anteriores, se não forem piores.
A maioria das pessoas passa a vida com algum nível de deficiência nutricional sem nem perceber, afinal você nunca soube como é estar nutrido, como saberia a diferença?
A falta de nutrientes no corpo humano também gera sintomas físicos e mentais, dentre eles estão a fraqueza e a fadiga, falta de energia, baixa imunidade, cura retardada, irritabilidade, depressão e menstruação irregular nas mulheres.
Felizmente, esse é o quadro mais simples de ser mudado, pois como dissemos acima, ele parte do pressuposto de que a pessoa já possui hábitos saudáveis de alimentação, porém não ingere as quantidades necessárias por falta de tempo.
2. Comer mal
Esse é, infelizmente, o quadro da maioria das pessoas, pois com rotinas atribuladas e sem tempo pra cozinhar, elas se tornam alvos fáceis para os fast foods. O problema aqui gira em torno da qualidade dos alimentos ingeridos que, em sua maioria, são calorias vazias (não possuem micronutrientes).
Esse de fato é o pior quadro, pois além de hábitos alimentares ruins, essas pessoas tendem a estar em uma situação de sobrepeso e desnutrição, o que chega a ser irônico.
As pessoas que comem mal, no geral, não têm problemas em bater a quantidade necessária de macronutrientes do corpo (veja bem, não estamos falando da qualidade deles), porém elas apenas o fazem por estarem consumindo alimentos vazios, com poucas vitaminas e minerais, o que leva o corpo a um estado de desnutrição.
Os sintomas são os mesmos apresentados no quadro anterior, porém com o adendo de sobrepeso e todos os riscos que ele pode trazer. Isso sem falar em como a autoestima pode ser afetada também.
Esse quadro é mais complexo, pois além de necessário um processo de reeducação alimentar, é preciso que a pessoa encaixe uma boa alimentação em sua rotina e, muitas vezes, isso não é nada fácil.
O que fazer?
Planeje as compras de alimentos, organize a despensa doméstica e defina com antecedência o cardápio da semana. Divida com os membros de sua família a responsabilidade por todas as atividades domésticas relacionadas ao preparo de refeições. Faça da preparação de refeições e do ato de comer momentos privilegiados de convivência e prazer. Reavalie como você tem usado o seu tempo e identifique quais atividades poderiam ceder espaço para a alimentação.
Referências
https://www.idec.org.br/consultas/dicas-e-direitos/10-passos-para-uma-alimentaco-saudavel
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/folder/dez_passos_alimentacao_adequada_saudavel_dobrado.pdf

Nenhum comentário:
Postar um comentário